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Do Analógico ao Turbo: Como o BMW M5 Evoluiu do Lendário E39 ao Poderoso F10

7 de ago.
3 min de leitura

Se você leu nosso artigo comparando o BMW E39 M5 e o BMW E46 M3, provavelmente percebeu que existe um motivo pelo qual esses modelos continuam sendo reverenciados pelos entusiastas.



Mas a história do M5 não terminou ali.


Ao longo dos anos, a BMW reinventou seu sedã de alta performance diversas vezes. E poucas gerações representam uma mudança tão radical quanto a chegada do BMW F10 M5, lançado em 2011.


Enquanto o E39 M5 (1998–2003) é frequentemente apontado como o melhor sedã esportivo já produzido pela BMW, o F10 levou o M5 para uma nova era, entregando números que, poucos anos antes, pertenciam apenas aos supercarros.


O lendário E39 M5

No nosso artigo anterior, mostramos por que tantos apaixonados pela marca consideram o E39 M5 um dos maiores BMW de todos os tempos.


Seu motor V8 aspirado de 4,9 litros, câmbio manual de seis marchas e uma condução extremamente equilibrada fizeram dele um ícone.


Até hoje, dirigir um E39 é uma experiência puramente mecânica, onde motorista e carro parecem trabalhar em perfeita sintonia.


É um daqueles automóveis que envelhecem sem perder o charme.


Então chegou o F10...

Quando a BMW apresentou o novo M5, muitos puristas ficaram receosos.


O tradicional motor aspirado deu lugar a um V8 biturbo de 4,4 litros (S63).


O câmbio manual foi substituído, na maioria dos mercados, pela transmissão M DCT de dupla embreagem.


A tecnologia passou a dominar um carro que sempre foi conhecido pela simplicidade mecânica.


Mas bastou acelerar para entender a proposta.


BMW F10 M5 (2011–2016)

  • Motor V8 4.4 Biturbo

  • 560 cv

  • 680 Nm de torque

  • Câmbio M DCT de 7 marchas

  • 0 a 100 km/h em apenas 4,3 segundos


Em aceleração, o F10 simplesmente pertence a outra categoria.


Mesmo hoje, continua surpreendendo esportivos muito mais novos.


O que impressiona até hoje

O F10 consegue reunir características que normalmente não convivem no mesmo carro.


Durante a semana, é um sedã executivo extremamente confortável.


No fim de semana, transforma-se em um esportivo capaz de acompanhar modelos muito mais caros.


Poucos automóveis conseguem mudar de personalidade com tanta facilidade.


Nem tudo é perfeito

Como acontece com praticamente todo BMW M de alta performance, existem alguns pontos que merecem atenção antes da compra.


O principal deles é o histórico de manutenção.


Além disso, há um detalhe que muitos proprietários conhecem bem: as rodas originais M.


Apesar do visual impecável, elas têm fama de serem sensíveis a impactos.


Em cidades como São Paulo, onde buracos e irregularidades no asfalto fazem parte da rotina, não é incomum encontrar proprietários que precisaram reparar ou substituir rodas mais de uma vez ao longo da vida útil do carro.


Por isso, uma inspeção cuidadosa das rodas e da suspensão é indispensável antes da compra.


Vale a pena comprar um F10 M5 hoje?

A resposta é simples:

Sim, desde que você compre o carro certo.


Um exemplar bem cuidado oferece desempenho que ainda impressiona em 2026, conforto para viagens longas e uma experiência de condução difícil de encontrar na mesma faixa de preço.


Por outro lado, um carro com manutenção negligenciada pode transformar o sonho em uma conta bastante elevada.


Dois M5, duas filosofias

O E39 conquistou seu lugar na história pela pureza da condução.


O F10 mostrou que tecnologia e desempenho também poderiam emocionar.


São carros completamente diferentes, mas ambos representam momentos marcantes da divisão BMW M.


No fim das contas, talvez a pergunta não seja qual deles é melhor.


Talvez a verdadeira pergunta seja:

Você prefere a elegância analógica do E39 ou a força brutal do F10?


Se ainda não leu, confira também nosso comparativo entre o BMW E39 M5 e o BMW E46 M3, dois dos modelos mais emblemáticos já produzidos pela BMW.


Saúde! Carl Boniface

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