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A BMW continua entre as últimas montadoras verdadeiramente globais

Fale o que quiser da BMW, mas poucas marcas conseguem igualar a variedade do seu portfólio. De hatchbacks a diesel econômicos a SUVs grandes a gasolina, a empresa ainda oferece opções para praticamente todo tipo de motorista.



Mesmo com o avanço da eletrificação, a BMW não abandonou as motorizações tradicionais. O câmbio manual ainda sobrevive em alguns modelos, enquanto a expansão dos elétricos segue firme com a nova plataforma Neue Klasse.

Ao mesmo tempo, a marca já trabalha em um modelo de produção movido a hidrogênio, previsto para chegar por volta de 2028 como parte da próxima geração do X5.


A filosofia “Power of Choice” vai muito além de um simples slogan de marketing — ela reflete uma estratégia bem clara. Durante a apresentação do BMW i3 em Munich, o chefe de produto Bernd Körber reforçou o compromisso da empresa com uma ampla variedade de motorização:




“Pensamos em uma linha completa de veículos e acreditamos que ainda existem apenas três ou quatro montadoras realmente globais — e nós somos uma delas. A maioria das outras tem foco regional, e por isso suas estratégias são diferentes. Se você quer ser global, precisa oferecer de tudo. Essa é a ambição, porque o mundo pede isso.”

Ele também destacou como a eletrificação avança em ritmos diferentes ao redor do mundo:

“Existem mercados que já são 100% elétricos, como Islândia e Noruega. Outros ainda estão em 0%. Há países com forte presença de diesel e outros dominados por híbridos plug-in. A nossa lógica é a relevância global: é preciso oferecer todas as tecnologias. Por isso, não definimos uma data final para nenhuma delas.”

Essa visão contrasta com o cenário regulatório de regiões como a União Europeia e o Reino Unido, onde há planos para eliminar gradualmente os motores a combustão — com 2035 sendo, em geral, o prazo para o fim das vendas de carros novos a gasolina e diesel.


Enquanto muitas montadoras anunciaram datas ambiciosas para se tornarem totalmente elétricas — e depois recuaram dessas promessas — a BMW adotou uma abordagem mais cautelosa. Em vez de estabelecer um prazo definitivo, a empresa tem como meta que os veículos elétricos representem cerca de 50% das suas vendas até 2030.


Em um setor cada vez mais pressionado por regulamentações e mudanças rápidas, a estratégia da BMW se destaca pela flexibilidade. A empresa entende uma realidade simples: cada mercado evolui no seu próprio ritmo. Ao manter uma gama ampla de tecnologias — de motores a combustão a híbridos, elétricos e até hidrogênio — a BMW busca continuar relevante no mundo todo, e não apenas onde a eletrificação avança mais rápido.


Saúde! Carl Boniface

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